24 julho 2015

Vídeo: #tag 50 perguntas em 5 minutos.

Oi pessoal, beleza por ai? Aqui tá tudo ótimo, amanha estou indo passar uns dias em Amsterdam, então melhor não poderia estar rsrs. Estou fazendo esse post só para divulgar o novo vídeo do meu canal, que é aquela tag das 50 perguntas em 5 minutos.

Quem quiser saber mais só clicar no play, para os que quiserem responder, as perguntas estão lá na descrição do vídeo. To postando aqui só porque o blog tem muito mais visualização do que lá, e achei que vocês iriam gostar. Espero que assistam, beijão!


Ps: Vou tentar gravar algum vídeo no estilo do vídeo de Dorset lá em Amsterdam, então fiquem de olho.

22 julho 2015

Vestir Pele, Ética e Produção de Moda.


Oi gente, tudo bom? No post de hoje vou falar um pouquinho de um assunto que sempre me deixou um pouco incomodado, mas depois de ler mais sobre, resolvi dar a minha opinião aqui no blog. Eu estava vendo os posts do blog, e vi que lá no fim do ano passado, eu tinha esquecido de terminar um post no qual eu estava falando um pouco da tendência dos casacos de pele, seja fake ou de verdade. Isso me lembrou de como o assunto é polêmico, e ao invés de falar da tendência, resolvi mostrar o que me incomoda tanto sobre essea assunto.


Só para resumir um pouquinho: O ser humano sempre usou pele animal para se proteger do frio. Os filmes normalmente antigos retratam as pessoas ricas usando aqueles casacos enormes de pele por ser mais um sinônimo de riqueza, mas acho importante deixar claro que as pessoas mais pobres também usavam pele animal, a diferença estava em como eram produzidas, o tipo, o animal e o acabamento de costura. Antes mesmo da forma como nos vestimos virar status, as peles animais já eram utilizadas com uma frequência muito maior do que hoje, para proteger e esquentar.

Na foto acima, ele usou outro material para se esquentar, e o pelo fake para enfeitar.

Com a industrialização e avanço da tecnologia, chegamos a um ponto que usar pele para se esquentar, não é mais necessário, pois outros materiais (incluindo peles sintéticas) já dão conta do serviço. Isso criou uma barreira gigante no mercado de pele animal, fazendo com que na década de 1980, um movimento gigantesco contra o uso de peles causasse esse tabu, que durou quase 30 anos, e que na verdade, ainda existe.


Não foi só o uso da pele animal que caiu de moda. O pelo em sí, virou sinônimo de ostentação e exagero, parando de ser considerada bonita a muito tempo atrás. Mas atualmente, depois de muitas grifes e nomes importantes da moda voltarem a criar e usar esse material na versão sintética, a tendência voltou com tudo. Como a tendência é o material, e não a origem, os casacos e acessórios de pele originalmente animal voltaram "mascarados" pelos sintéticos. Por isso, hoje em dia marcas de luxo como Chanel, Burberry e Fendi,  trabalham tanto com pele sintética quanto verdadeira. O uso do falso, deixou o verdadeiro mais aceitável.


Mas é aí que está o que me incomoda. Eu sou desses que acha que para você defender uma causa, tem que defender direito. Se você quer virar vegetariano, vegano, seja o que for, você tem que saber o porque você quer isso. Ser vegetariano sem saber todo o processo de produção da carne, é totalmente contraditório. Se você vai deixar de tomar leite, que é uma coisa natural dos mamíferos (a vaca no caso), você tem que saber de qual forma ela é prejudicada na produção desse leite, certo?




(Kanye West, Lady Gaga, Joan Rivers e Miley Cirus)

Em lugares muito frios como a Rússia e a China, a pele animal nunca deixou de ser usada. A única coisa que mudou foi que os consumidores começaram a exigir uma melhor qualidade de vida e morte menos sofrida para os animais. Hoje em dia, os produtores dizem que os animais destinados a esse tipo de produto, tem uma melhor qualidade de vida do que os destinados a carnes e couros em geral.

Anna Wintour

Outra coisa muito importante, e pouco falada, é que a produção de muitos tipos de roupas é prejudicial para o meio ambiente. Para deixar aquela camisa branquinha do jeito que todo mundo quer, as fábricas usam um produto super tóxico, que acaba matando muitos peixes. Os clareadores de roupa branca que a gente usa em casa também contém produtos químicos que prejudicam, e muito, o meio ambiente. Jeans também não são nada bons para a natureza, pois gastam muita água para a coloração, e depois, mais água na descoloração, para deixar aquele degradê bonito. Na verdade, qualquer roupa é prejudicial, pois muita água e energia é utilizada na produção, tratamento e limpeza dessas roupas, que no fim, acabam no lixo. Você deve fazer sua parte doando suas roupas para alguém ou algum lugar, mas um dia, depois de virar pano de chão,  elas vão acabar no lixo.


Voltando a briga, se deixarmos o fato do animal em sí de lado, e formos para o meio ambiente, os a favores e os contra ainda não conseguem se explicar direito. Existem pesquisas que dizem que para fazer apenas 3 casacos de pele falsa é utilizado um galão cheio de óleo, já outras dizem que a pele verdadeira exige mais energia do que a falsa. Produtores apoiam que os casacos de pele animal são 100% degradados, enquanto os falsos não. Por outro lado, os cientistas que são contra dizem que após todo o processo, a pele deixa de ser degradável.


Resumindo: essa é uma pesquisa que pode levar semanas, e eu só queria mostrar para vocês que existe muito mais do que um animal morto por traz de tudo isso. Particularmente, não sou contra os casacos de pele, porque acho que é uma coisa natural, assim como comer carne. Mas acho que hoje em dia não é necessário a pele ser verdadeira para ser bonita e confortável. Coloquei hipocrisia no título, porque muita gente é contra, tem dó, e faz escândalo em relação a isso, mas usa couro normal. Não tem diferença alguma entre os couros mais comuns (vaca, porco e carneiro), e os couros exóticos (crocodilo, cobra, avestruz.....). Ambos são criados em fazendas, para um dia serem mortos e virarem produto de consumo , então essa frescura com o "diferente", só mostra falta de informação.


Importante lembrar que o couro nem sempre é aproveitado do animal que foi morto pela carne, principalmente quando estamos falando da produção de roupas. A pele do animal que foi morto para virar carne é sempre aproveitada, mas normalmente para outros produtos de couro, ou itens de vestimenta para fazenda. O curtimento do couro (ausente na produção de casacos e produtos de pele) utiliza cromo, que por ser muito prejudicial ao meio ambiente, tem sido um grande problema para as indústrias.

A minha opinião final é a seguinte: cada um sabe o que quer e o que vale a pena, mas para criticar algo, você tem que saber sobre o assunto. Existem milhares de irregularidades na indústria da moda, principalmente na produção. Por ser uma coisa aparente, a pele animal é criticada, mas uso de produtos extremamente tóxicos e produção praticamente escrava (trabalhadores em Bangladesh recebem em média 38 dólares por mês) também são tópicos importantes, porém raramente debatidos, pois como ninguém vê, as pessoas se acomodam e preferem pagar menos.


Espero que tenha dado para entender a minha opinião, e para refletir um pouco sobre a de vocês. Muitas das informações que eu usei nesse post eu pesquisei na internet para me aprofundar sobre tópicos que me interessaram no livro Why Fashion Matters.

Abraços, Lucas.

Bryan Boy

14 julho 2015

Dica de Livro: Why Fashion Matters


Oi gente, tudo bom? No post de hoje vim indicar um livro incrível que eu terminei de ler semana passada. Comprei o "Why Fashion Matters" na lojinha do museu V&A, assim que saí da exposição do McQueen. Eu disse que ia fazer post da exposição, mas como não podia tirar foto, não rolou. Sai bem inspirado e resolvi comprar um livro de moda. Comprei esse porque pareceu uma leitura bem fácil, rápida e é do jeito que eu gosto: dividido em muitos capítulos. É tipo um toque meu, sempre conto quantas páginas os capítulos têm antes de comprar um livro, acho que quanto menor os capítulos, melhor.


Infelizmente esse livro não está disponível em Português, mas ele vende no Brasil, então quem consegue ler acha para comprar em livrarias maiores ou no site da cultura (nesse link). Traduzindo o título, seria "Porque a moda importa" e após poucos capítulos, você entende o porque da escolha desse título.


Ele é super pequeno, a letra é grande, os capitulos são pequenos e muitas vezes as páginas são enfeitadas ou com alguma frase gigante. Ou seja, é uma leitura rápida e não precisa fazer na ordem, já falo o porque:


São 101 capítulos, cada um com um assunto. A autora (que é uma Inglesa, chefona do London College of Fashion, uma das melhores faculdades de moda do mundo) explica nesses 101 capítulos, como funciona a indústria da moda. Ela tem uma visão muito geral da moda, e conseguiu explicar/gerar interesse em coisas muitas vezes ignoradas. O livro passa por todos os assuntos, como produção, história, marketing, auto estima, vendas e ética, tudo relacionado a moda.

Arrisco dizer que esse livro não é só para os interessados em moda. Muitos capítulos realmente te deixam a par dos impactos (positivos e negativos) que a indústria da moda tem, deixando claro que a moda importa!



Outra coisa importante é que ela nos ajuda a lidar com os problemas que a moda traz, e que nós como clientes precisamos tentar mudar, como o gasto exagerado de água para tingir uma calça jeans, ou o salário de menos de 100 reais para o trabalhador que faz roupas baratas em Bangladesh.

Aos que se interessam por moda, será uma leitura muito leve e interessante. Aos que o único contato com a moda é na hora de comprar roupa, será uma leitura quase necessária, para ver com outros olhos e entender melhor a importância de uma das indústrias que mais emprega e gera dinheiro no mundo.


Acho que daqui um tempo o livro será traduzido para o Português. Espero! O Inglês é bem formal e britânico, com algumas palavras um pouco complicadas, mas nada que um dicionário/tradutor não resolva.

Espero que gostem da dica, e desculpa aos que não conseguem ler em Inglês. Hoje comecei um livro que tem tradução, então se eu gostar eu indico ele aqui depois. Beijão, Lucas.

11 julho 2015

Vídeo: Perguntas Frequentes sobre morar fora!


Agora que eu to morando aqui na Inglaterra (principalmente nesses primeiros meses) o assunto que as pessoas querem ter comigo é sempre em relação a isso. E algumas perguntas são sempre as mesmas, seja família, amigo ou até mesmo alguém que não me conhece de verdade. Por isso resolvi gravar um vídeo com algumas perguntas que são muito comuns em relação a esse assunto. Tem sobre Londres, Inglês, viajar e coisas do tipo.

Acho importante lembrar vocês de que esse vídeo é para responder as perguntas que me fazem frequentemente, ou seja, a resposta é a minha opinião e o que eu acho em relação a algumas coisas.

Espero que gostem, beijão!


09 julho 2015

Corretivo SuperStay 24h da Maybelline


E novamente a Maybelline aparece aqui, na seleção de produtinhos que eu aprovei, e que de alguma forma fazem uma pequena (ou grande) diferença no meu dia a dia. A Maybelline é uma das minhas marcas de maquiagens favoritas no quesito custo x benefício. Fora as vezes que achei que o produto não era ideal para a minha pele, jamais reprovei alguma coisa da marca.

Hoje fim falar do corretivo 24 horas, que eu comprei a mais ou menos um mês atras pelo simples motivo: meus outros corretivos são incríveis, porém todos custam uma média de 100 reais. Eu amo corretivo e gosto de passar todos os dias. Além do preço, o meu antigo corretivo do dia a dia (é o melhor do mundo, post aqui!) tinha uma cobertura um pouco mais pesada do que eu gosto para por exemplo, ir trabalhar. Ou seja, se eu achasse um corretivo bom, porém de farmácia, seria super hiper mega bom.

ACHEI!


Na verdade eu fui decidido a comprar o Fit Me (também da Maybelline) mas não tinha da minha cor e resolvi levar esse mesmo. Ele combina bem com a minha cor atual, mas tenho que tomar cuidado, pois essa cor é um pouco amarelada. O aplicador estilo gloss é bem prático e evita o desperdício de produto.


Como a maioria dos corretivos de longa duração, ele seca super rápido, o que sinceramente não é muito a minha praia, mas já estou acostumado porque só uso esse tipo de corretivo. Por secar rápido, a aplicação dele é um pouco mais complicadinha, mas nada fora do normal, só não rola colocar em todas as espinhas do rosto e demorar 1 minuto para espalhar em cada uma. Vai colocando e espalhando aos poucos. Para quem tem mais idade ou pele seca, acho que não é a melhor opção, pois ele é bem sequinho e pode acumular nas linhas de expressão.

Eu sei que o parágrafo acima parece destrutivo, mas só estou tentando previnir algumas pessoas de cairem em uma furada. Se você não tem tantas ruguinhas e não tem a pele muito seca e sensível, vai com tudo!


A durabilidade é muito boa, mas não chega nem perto de 24 horas. Eu acho que ele chega a durar umas 5/6 horas, dependendo da quantidade que você aplica, o que já é ótimo se lembrarmos que eu já usei corretivo que durava apenas 2 horas. A duração não depende só do produto! Preparação, acabamento, clima e tipo de pele interferem muito no tempo que o produto (ou a cor) fica no rosto.

Tirei uma foto de antes e depois para vocês verem mais ou menos como é a cobertura dele. Da para fazer camadas, mas não rola usar muito produto se não acaba ficando marcado.


Acho que da para perceber uma diferença na olheira, ao redor do nariz e em algumas espinhas. Não passei muito para mostrar a verdadeira cobertura dele, mas se você quiser passar um pouquinho mais, você pode. Normalmente eu não ligo muito para as espinhas, mas deixo a olheira bem coberta. Esse tio de coisa é pessoal.

Então é isso. Esse foi o produto de hoje. Estou bem chateado com essa minha ausência aqui, mas é um mix de coisas que acabam me fazendo postar menos (quase nada). Esse fim de semana vou tentar fazer um post legal ou gravar um vídeo. Prometo!

Espero que tenha sido útil, se você estiver procurando um corretivo barato e bom, esse com certeza pode ser uma opção. Até o próximo post, Lucas.

02 julho 2015

Verão e Heatwave na Inglaterra


Londres é conhecida por suas temperaturas baixas e clima sombrio. Realmente, a maior parte do ano é frio (principalmente se compararmos ao Brasil) e o céu cinza é quase rotina. Mas agora estamos em Julho, verão europeu, e Londres ficou quase perto do Brasil em relação ao calor.

Já queria fazer um post sobre a minha bipolar opinião em relação ao tempo em que o dia fica dia. Eu trabalho cedo, por isso acordo as 5 da manha todos os dias, e adivinha? O sol já está lá. E não é aquele amanhecer mais ou menos não, é sol de dia mesmo. Agora que eu me mudei (vou fazer um post contando um pouco disso depois) estou indo dormir mais cedo, umas 21:30/22 horas, e o querido sol continua lá, dessa vez um pouco mais escuro do que quando acordo, mas a noite ainda não chegou 100%.

E o que eu acho disso? Sempre achei que o verão europeu devia ser super legal por causa desse longo período de sol, e do calor, que eu realmente achava que não era nada demais. Realmente o sol até mais tarde é algo muito bom para ficar no parque mais tempo, ir no pub com aquele sol fraquinho e ficar na parte externa, e claro, deixar o dia quente por mais tempo. Mas é um saco ir dormir as 10 da noite e não poder deixar a janela aberta. Fora as vezes que você jura que são 6 da tarde mas quando olha no relógio já são 9:30.


O calor realmente é mais tranquilo do que no Brasil, mas quando está tendo uma Heatwave (um curto período de calor intenso) como essa semana, fica insuportável. Ontem Londres teve a tarde mais quente dos últimos 9 anos. Não sei explicar, mas parece que a aqui os lugares e as pessoas não estão acostumados a temperaturas acima de 30 graus, deixando essa impressão de que o mundo está derretendo.

Tudo o que eu mais queria era uma praia, piscina, ou um ar condicionado no 18.  Hoje já está melhor, mas eu ainda estou de cuequinha no meu quarto, rsrs.

O legal é ver os Ingleses durante esses dias de muito calor. Aqui funciona assim: saiu sol, todo mundo vai para o parque, seja para fazer esportes, tomar sol (as pessoas literalmente tomam sol nos parques e fontes) ou simplesmente levar a comida para comer na grama. Mas nos dias muito quentes como ontem, eles agem como se fosse impossível viver. Criança na rua? JAMAIS. Todo mundo fica em casa tomando água com 1000 cubos de gelo.


Esse post na verdade não tem muita base né?! haha, só quis falar um pouquinho do que está acontecendo por aqui, até porque faz tempo que não atualizo o meu "diário de intercâmbio". Em breve quero fazer um vídeo com as perguntas que mais me fazem em relação a morar fora, Londres, Inglês e etc... Quem quiser perguntar alguma coisa, minhas redes sociais estão na barra da direita ---->

Abraços, Lucas!