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12 novembro 2015

Luxo Estampado: Emilio Pucci


Eu sempre insisto aqui no blog que marcas e nomes no mundo da moda são muito mais do que um preço alto e uma etiqueta. As pessoas falam mal e criticam quem gosta o tempo todo, mas esquecem que a moda é a forma mais fácil de introduzir arte no seu dia a dia. Pode parecer uma comparação boba, mas usar uma bolsa especial de uma casa de moda antiga é a mesma coisa do que ter o quadro de um pintor muito famoso em casa.


É obvio que tudo tem dois lados, e que as pessoas andam forçando esse lado ostentação e pagam fortunas simplesmente pela etiqueta, mas não podemos esquecer que na maioria dos casos essa etiqueta é reconhecida por outros motivos além do preço!

Fiz essa introdução porque esse post é sobre a Emilio Pucci, uma grife Italiana que eu sempre gostei, mas que estou super interessado agora por causa dos meus estudos sobre história da moda.


História

Emilio Pucci sempre foi de família rica, e por ser poliglota, viajado, e ter dado aulas de ski (que naquela época era esporte de rico) conheceu muitas socialites que futuramente viraram suas primeiras clientes.

A pegada das roupas que ele criava, e que a marca mantém até hoje era solta e confortável, tipo um sportswear elegante, e também com uma pegada mais relaxada, tipo roupa para gente rica ficar em casa. Nessa época a moda estava mudando muito por conta do final da segunda guerra, então todos os estilistas estavam aproveitando a disponibilidade e variedade de tecidos. As roupas eram a versão esportista da alta costura, com uma praticidade maior e preços mais baixos por conta dos materiais usados.


Ele começou a bombar principalmente no meio/final dos anos 50, quando os avanços tecnológicos o facilitaram na criação de estampas, que acabaram virando a assinatura da marca e o deixaram conhecido como "O Principe das Estampas".


Isso tudo aconteceu na mesma época que o high street (lojas baratas e comuns) começou a aparecer em cidades grandes como Londres, facilitando para quem não tinha dinheiro para pagar todos esses estilistas da época, que viraram empresas gigantescas hoje em dia. Isso fez com que assim como hoje, a moda que os estilistas famosos criavam fosse imitada por lojas baratas, e acabasse sendo usada pela maioria da população.


Hoje em dia a Pucci é uma das grifes favoritas de quem quer comprar peças estampadas e coloridas no mercado de luxo. Os lenços, macacões de seda, vestidos soltos e acessórios estampados são facilmente reconhecidos para quem conhece a marca. A moda praia da Pucci também ficou muito conhecida, com os maios e as famosas "saídas" que a mulher brasileira tanto gosta!


Eu sempre achei uma marca incrível, mas agora que estou estudando história da moda (me aprofundei no Pucci porque sou fã) estou amando ainda mais! Além de ser uma marca visualmente atrativa e com importância na história da moda, ela é uma das grifes que mais se encaixa com o estilo de moda da brasileira.



Muitas vezes vejo campanhas e coleções maravilhosas de grifes mega influentes como Chanel e Dolce & Gabbana, mas simplesmente não consigo ver esses vestidos e casacões sendo usados no Brasil. Morando em Londres você não precisa entender de moda para ver a diferença de estilo entre os lugares, e sem dúvidas estampas, tecidos leves e cores vibrantes se encaixam mais no estilo do Brasil.



Sim, os preços são bem elevados. Mas acho que vale a pena saber sobre a marca para tirar informação e inspiração das coleções e estampas, e quem sabe uma futura compra?! hahaha. Um lenço de seda estampado em um brechó de luxo pode ser uma boa ideia para quem não pode bater o cartão e sair cheio de sacolas da loja do Cidade Jardim.

Mas o que vale mesmo é conhecer um nome que alguns de vocês podiam não conhecer ainda, e saber um pouco mais sobre a história da Pucci, que é uma marca maravilhosa e mega importante na história e na moda atual.

Até o próximo post! Lucas :)


08 novembro 2015

#londonlife: Museus Favoritos


Desde de que cheguei aqui, muita gente anda me pedindo dicas de roteiros e lugares essenciais para ir durante uma passada rápida por Londres. Eu não sou a melhor pessoa para falar sobre o assunto, porque pelo motivo de eu ter vindo para ficar muito tempo, deixei muita coisa para fazer depois, e acreditem se quiser, mas tem muita coisa essencial que eu ainda não fiz.

Ontem eu mandei para uma amiga uma listinha rápida das coisas que eu fiz e acho que valem a pena na cidade, e descobri que tem muita coisa para falar aqui!

Eu evito fazer posts individuais como eu fazia no Brasil, pelo simples fato de que a dica vai ser inútil para 99% das pessoas. Mas acho que se eu juntar em grupos e fizer posts mais gerais, fica mais interessante e acabo ajudando alguém!


Chega de baboseira e vamos ao post.

Todo mundo sabe que o principal da Europa são os museus! Principalmente nas cidades maiores e capitais como Londres, a variedade é gigantesca e além dos tradicionais museus de história e arte, você encontra vários museus, galerias e exposições diferentes. Nesse post resolvi juntar os meus favoritos e falar um pouquinho do motivo de eu gostar tanto deles.

Escolhi falar dos museus maiores e mais famosos daqui, porque por mais que eu ame as galerias menores, para turista acaba não sendo válido. Esses 4 museus que eu escolhi são gigantes, maravilhosos e com muita coisa dentro. Eles são gratuitos, mas é legal dar uma ajudinha na entrada, principalmente se você é turista! As exibições temporárias normalmente são pagas.


British Museum

Esse é o museu para quem gosta de história! Por mais cansativo que uma visita de qualidade a um museu de história possa ser, esse museu é pertinho da onde eu estudava Inglês nos meus primeiros meses aqui, e eu amava ir lá e ver tudo com calma, lendo as plaquinhas e realmente "estudando" a história. Ele é dividido em povos, regiões e períodos.

A photo posted by Lucas Miracca (@miracca) on

Para quem gosta de história e quer conhecer, mas não vai ficar muito tempo aqui, eu aconselho escolher o que vai ver antes da visita! O museu é gigantesco, e se você quiser ver tudo em 3 horas, vai ser muito cansativo e você não vai aproveitar nem 10% do que ele te oferece. Escolha uma área e veja com detalhes, tire fotos, e leia as plaquinhas!



Victoria & Albert

O V&A é sem dúvidas o meu favorito de todos! Nele você encontra de tudo: história, arquitetura, fotografia, moda, decoração... O legal é que ele sempre está com as exposições mais interessantes de Londres. A exibição maravilhosa do McQueen foi lá, e agora está tendo uma de sapatos super legal, e também uma sobre os tecidos indianos. Por sinal, estou indo lá amanha para estudar os vestidos antigos, então vou tentar tirar bastante foto e fazer um post legal aqui.



Minha dica para esse museu é olhar o site e ver o que está acontecendo. Sempre terá pelo menos uma exposição grande (e paga) acontecendo, fora outras menores e gratuitas. Ele tem muita coisa legal de moda e decoração, então a dica de saber o que quer ver também serve para ele!


Tate Modern

O Tate é o museu de arte moderna. Eu adoro lá, mas dos quatro acho que seria a minha última opção. Ele também tem muitas exibições pagas, mas eu nunca me interessei a ponto de pagar. De qualquer forma tem muita coisa para ver, e o legal desse museu é que ele tem uma vista maravilhosa do rio, e é em frente a uma ponte super bonita. Vale a pena para quem gosta de pinturas modernas, esculturas e esse tipo de coisa.



Eu adoro pinturas modernas, essas bem estilo pop art, com cartoons e cores chamativas. É o tipo de museu que pode ser uma visitinha rápida e sem muito proveito, ou uma visita mais intensa para os que leem sobre o artista e sobre a obra, entendendo melhor e tendo outro ponto de vista além do "eu teria uma dessa no meu quarto". A dica para esse museu é atravessar a ponte que eu falei é que bonita e ir na St Pauls, uma catedral linda que também está na lista de essenciais aqui na cidade.


National History Museum

De todos, esse é o único que eu fui apenas uma vez, mas estou querendo voltar lá para ver outras partes que ainda não vi. Esse museu é para quem gosta de natureza, animais e coisas do tipo. Eu vi um pouco da história dos animais e dos dinossauros, mas ele tem partes individuais para cada tipo de animal. Também é lá que se encontra sobre a história da astrologia, plantas e tudo relacionado á natureza.



Bom, esses foram os quatro museus que eu escolhi para quem tem pouco tempo aqui em Londres! Por mais que sejam muitas opções, e visitar museu seja um essencial em qualquer lugar da Europa, Londres tem muitos parques, mercados e lugares para ir, então não acho que exagerar nos museus seja uma boa ideia para quem tem pouco tempo aqui na cidade.

Espero que tenha ajudado! Lembrem sempre de se planejar antes de ir em um museu desse tamanho, caso contrário você vai perder as melhores coisas e tempo, que é a coisa mais valiosa durante uma viagem.

Em breve dou mais dicas aqui! Abraços, Lucas.

05 novembro 2015

Mademoiselle Prive, A Exibição da Chanel


Se você me acompanha no Instagram, Snapchat, ou qualquer outra rede social, com certeza você já me viu em algum evento, desfile ou exibição de moda. Eu amo, e como estou aqui para estudar moda, tento aproveitar ao máximo tudo que a cidade tem para me oferecer na área.

Nesse post vou mostrar um pouquinho da exibição da Chanel que está rolando aqui em Londres, e é muito parecida com a da Louis Vuitton que fui algumas semanas atras. A diferença é que, diferente da LV, que tinha um foco mais comercial e de mostrar a coleção que está atualmente nas lojas, a exibição da Chanel mostra mais a história da marca desde o início, com mais arte do que peças da marca. A única parte que é focada em mostrar os produtos, é o salão da alta costura, que mostra as peças maravilhosas com jóias tão brilhantes que nem rolou tirar foto.


Muita gente ama a Chanel, adora as bolsas e os desfiles encantadores que a marca faz, mas não sabe o peso que Coco Chanel teve na moda quando começou com o atelier. A Chanel foi uma das maiores influências da história da moda. Nos anos 20, aquela época das Melindrosas quando o foco da moda era conforto e praticidade, ela foi uma das pessoas responsáveis pela mudança gigante que houve na moda feminina, substituindo os apertados corsets por calças de corte reto e soltas no corpo.

A exibição mostrava tudo disso. Desde o começo, quando Gabrielle Chanel era o nome que ela usava para assinar seus os chapeis que ela fazia. Essa marca gigantesca, uma das mais importantes do marcado de luxo do mundo, começou como um atelier de chapeis.


Por foto nunca é igual, então agora vou tentar gravar vídeo quando for nesses eventos ou desfiles, porque acaba ficando mais interativo e real.

Acho que não tem muito o que explicar... Os ambientes todos têm alguma relação com a fundadora da marca, Gabrielle Chanel. A primeira sala por exemplo, é uma representação do primeiro atelier da estilista. A minha parte favorita foi a mais aleatória, que é a uma salinha de cinema que fica repetindo o mesmo curta sem parar. O curta mostrava a fundadora acordando nos dias atuais e indo para o seu atelier, que estava totalmente diferente e com o Karl Lagerfeld sentado na cadeira dela. Eles acabam discutindo sobre quem foi o mais importante e enfim, eu adorei!

Vou deixar as fotos aqui em baixo porque se eu for explicar tudo e dar a minha opinião sobre tudo, o post vai virar um jornal! Eu adorei e valeu super a pena ficar na fila monstruosa que estava. Confesso que esperei um pouco mais, e gostaria se tivesse um pouco mais da história dos produtos, como as bolsas e coisas do tipo. Mas foi incrível mesmo assim! Vejam as fotos:






































Desculpa pelas fotos estarem meio escuras, é culpa da iluminação de lá, juro! hahaha. Como disse acima, próxima vez tento fazer um vídeo. Beijos e até logo!