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07 setembro 2015

Luxo Discreto: Já conhece a Bottega Veneta?


Depois de muitos posts sobre bolsas do mercado de luxo, aquelas mais conhecidas que vira e mexe você vê esbarra com alguém usando, resolvi mudar um pouco nesse post e falar sobre algo um pouco diferente. Ainda vou manter o Mercado de Luxo como tema do post de hoje, mas ao invés de falar de uma bolsa super bombada de uma marca mega conhecida, vim falar apenas de uma marca, sem nenhum produto em especial.


Depois de um tempo, achei que valia a pena dar um passo a frente e ousar mais na hora de trazer esse tipo de conteúdo para vocês. Então separei algumas grifes que com certeza muitos de vocês conhecem, mas aposto que a maioria ainda não, e falar delas de uma forma geral, tipo apresentando a marca para vocês.


Para começar esse tipo de post eu vou falar da Bottega Veneta, grife italiana super discreta, que sem nenhum tipo de monograma, tem foco total no cliente AAA, que quer um produto perfeito, bem acabado, e principalmente: exclusivo.

A Bottega Veneta foi fundada em 1966 em Vicenza, e desde então suas técnicas na produção das peças não mudaram. O design dos produtos está normalmente na linha entre o moderno e o clássico, porém raramente coisas chamativas ou "modinhas" serão vistas nas peças da grife.


Ela não tem monograma e nem símbolo que a represente, mas assim como toda grife de luxo, ela tem uma característica própria: o entrelaçado de couro maravilhoso, que é feito a mão e está presente na maioria dos produtos de couro da marca.


O acabamento dos produtos de couro é impecável. Do pequeno acessório como o porta cartões, a coisas maiores, como bolsas de viagem. É tudo sempre muito bem feito e com todos os detalhes pensados.


Confesso que não sou tão fã da marca como sou em relação a outras. As roupas não me atraem tanto assim, e os acessórios, por mais que sejam magníficos, ainda não são os meus favoritos. Mas não dava para pular o post, tive que começar com ela.


Se você é do tipo que não liga para nada quando o assunto é marca, mas que gosta de ir conferir alguma loja mais cara para apreciar o acabamento desse tipo de produto, essa é a loja certa!

Ela não é aquela loja que vai estar cheia no domingo a tarde (quem nunca viu uma loja do Louboutin lotada que atire a primeira pedra) e também não vai ser a sacola de compras que todo mundo olha quando alguém passa com várias no shopping (até porque o nome vem escrito minúsculo no cantinho da sacola), mas com certeza é uma das marcas mais exclusivas e luxuosas do mercado. O preço é bem caro, luxo do luxo mesmo! Mas acho que em nenhum momento do post alguém duvidou disso, certo? haha


Separei algumas bolsas em baixo para vocês terem uma noção básica de como são os produtos da grife. Quem mora em São Paulo pode passar em algum dos Iguatemi's se quiser dar uma passadinha para conferir! Nem que seja da vitrine - porque sei que muita gente não gosta de entrar nessas lojas "só para ver".















Dá para ver nas fotos que é tudo muito impecável, mas pessoalmente elas são realmente maravilhosas - falo no feminino porque como vocês sabem, meu amor mesmo é pelas bolsas. No site eles mostram o preço, pelo menos no daqui do Reino Unido, então quem estiver curioso pode dar uma olhada por lá!

Várias celebridades usam essa marca, porque muitas vezes a última coisa que uma atriz super famosa quer é chamar atenção na rua, não é mesmo??? hahaha



Acho que deu para mostrar bastante! Quem sabe daqui um tempo não faço um post sobre alguma bolsa dessa marca? Eu já tenho a minha favorita, será que vocês acertam nas fotos acima? hahaha.

Em breve volto com esse tipo de post para vocês. A próxima marca que vou apresentar vai ser bem diferente: luxo divertido! Têm várias opções para preencher esse rótulo, mas já escolhi uma super legal para trazer pro blog. Aposto que vocês vão gostar :)

28 junho 2015

Os extremos da moda.


Oi pessoal, tudo bom? Hoje vim falar um pouco sobre uma coisa que me chama muita a atenção no mundo da moda: os extremos. Vou fazer esse post com base na classe média e média alta, que tem cada vez mais deixado de se importar com o mediano.

Como comentei no último post sobre Haute Couture, a moda está em um momento de transição muito intenso. Acontece que alguns anos atrás, a relação entre o público alvo da loja e o nível social do cliente era muito mais compatíveis. Ou seja, o mais comum era que se a mulher fosse da classe média alta, ela frequentaria lojas para pessoas com esse nível. Sejam roupas ou acessórios, a maior parte das mulheres (e homens) se identificavam com a loja não só no estilo, mas no preço também.


Hoje em dia já não é bem assim. Marcas de luxo como Fendi, Jimmy Choo e Bottega Venetta ficam mais desejadas a cada dia que passa, e lojas baratas como Forever 21, H&M e Renner, são cada vez mais visitadas pelo tipo de cliente que antes, ficaria no meio termo.

Ou seja, de um lado está a fast fashion, criada para que com o menor preço possível, o cliente escolhe na hora as roupas que irá usar durante um curto período. A fast fashion alimenta a vontade do novo, de consumir algo com maior frequência ou de ter alguma coisa diferente e que está "na moda". As roupas compradas em lojas desse tipo raramente têm uma importância sentimental, ou pretenção de usar durante toda a vida. Por esse motivo, essas lojas têm uma variedade imensa, e atualizam sempre suas coleções.


Do outro lado está o luxo, que ao contrário da fast fashion, foca na qualidade ao invés da quantidade, e no tempo ao invés de tendências e modinhas. O desejo do luxo vem da vontade de ter o melhor, algo especial que, muitas vezes, foge da sua realidade. Peças de luxo, principalmente acessórios, são compras planejadas não só financeiramente, mas também para o uso durante a vida (ou durante um longo período).


E as marcas do meio? E as lojas que não são tão baratas e não mudam tão frequentemente como as lojas baratinhas, mas que também não fornecem a exclusividade, não só de design, mas de acabamento perfeito, presente nas marcas de luxo? Essas devem começar a sumir aos poucos?

Estou lendo um livro super interessante, e uma das coisas que Frances Corner diz é que na moda existem a tartaruga e a lebre, uma rápida e uma devagar. Depois, para sacanear com as marcas que estão no meio termo, ele cita o Dodô, que é uma ave não voadora que já foi extinta.


Claro que as fast fashions e grifes de luxo também têm seu valor criticado pelos consumidores da moda mediana. Grifes de luxo por exemplo, são sempre criticadas pelos preços elevadíssimos e por usarem couros exóticos e peles animais em seus produtos. Já lojas baratas, são muito criticadas pela incógnita sobre a origem dos produtos. A Zara causou maior tumulto pela utilização de químicos que causam danos ao meio ambiente, e a Primark é constantemente criticada pela mão de obra praticamente escrava.


Realmente gente, se eu for incorporar essa teoria com o meu lifestyle, ela está mais do que provada! Para roupa, não acho que o investimento vale a pena, e minhas queridinhas são as lojas baratas. Mas para outras coisas que naturalmente duram mais, como bolsas e acessórios, prefiro juntar e gastar com algo melhor.

Acho que deu para entender a ideia né? Não é um post de dica, e sim um post alertando sobre uma coisa que de fato está acontecendo.

Espero que tenha sido útil.
Abraços, Lucas.